
Personagens descartados da Marvel como variantes: quem pode voltar ao MCU após Deadpool & Wolverine
sucesso de Deadpool & Wolverine abriu uma porta que parecia trancada: ver personagens descartados da Marvel como variantes, reaparecendo via universos paralelos. A participação do Gambit reforçou essa tendência e reacendeu uma dúvida que muita gente tem: quais versões engavetadas podem finalmente ganhar vida no cinema? Neste guia direto e completo, você vai entender por que o multiverso favorece esses resgates, relembrar projetos que quase aconteceram e ver, caso a caso, o que precisa rolar para que essas variantes pintem nos próximos filmes do MCU. Ao final, você terá um panorama claro das chances, dos entraves e do impacto dessas escolhas para a franquia.
Por que Deadpool & Wolverine mudou o jogo do multiverso
Deadpool & Wolverine foi pensado como um filme-evento, com participações surpresa e metalinguagem para costurar diferentes eras da Marvel no cinema. Ao colocar em tela uma versão de Gambit que teve seu longa solo cancelado, o filme provou algo importante: a Marvel pode usar o multiverso como ferramenta para honrar ideias antigas sem quebrar a continuidade atual. Isso agrada fãs veteranos, cria conversa nas redes e, ao mesmo tempo, mantém a porta aberta para histórias futuras.
Em termos de estratégia, funciona assim: variantes entram como participações curtas, testes de recepção ou ganchos temáticos; se o público responde bem, a Marvel tem liberdade para expandir. Além disso, a lógica de universos paralelos reduz risco criativo e jurídico, já que cada aparição pode ser isolada, sem comprometer a linha principal do MCU.
Personagens descartados da Marvel como variantes: os casos mais quentes
Homem-Aranha de Leonardo DiCaprio
Nos anos 1990, James Cameron desenvolveu um rascunho ambicioso do Homem-Aranha e DiCaprio foi cogitado para viver Peter Parker. A falência da Carolco travou o projeto, e a Sony assumiu depois, com Tobey Maguire sob direção de Sam Raimi.
- Como variante: um Peter Parker mais “grounded” e dramático, com estética anos 90 e tons de ficção científica à la Cameron.
- Entraves: agenda do ator, tom do MCU e alta expectativa do público.
- Probabilidade hoje: baixa para média, mas um cameo elegante é plausível.
Mulher-Hulk de Brigitte Nielsen

O diretor Larry Cohen planejou um filme da Mulher-Hulk nos anos 1990, e Brigitte Nielsen chegou a posar caracterizada em material promocional. O projeto nunca saiu do papel.
- Como variante: uma She-Hulk veterana, com pegada de ação física e vibe pulp.
- Entraves: equilíbrio com a versão atual da personagem na TV e o tom cômico já estabelecido.
- Probabilidade: baixa, porém ótima para aparição relâmpago de multiverso.
Pantera Negra de Wesley Snipes

Antes de Blade, Wesley Snipes tentou emplacar um filme do Pantera Negra. Divergências criativas e limitações técnicas interromperam a ideia. Depois, Blade abriu caminho para a onda de adaptações que conhecemos.
- Como variante: um T’Challa inspirado nos conceitos de época, com foco em artes marciais e tecnologia “retro-futurista”.
- Entraves: legado de Chadwick Boseman e sensibilidade narrativa para homenagear ambas as visões.
- Probabilidade: média para uma homenagem pontual, se houver contexto respeitoso.
Thor de Tom Hiddleston

Tom Hiddleston testou para o papel de Thor antes de se tornar o Loki. O vídeo da audição existe e é assunto recorrente entre fãs.
- Como variante: um Thor mais enxuto e teatral, espelhando a versatilidade do ator.
- Entraves: não ofuscar Loki, personagem ícone do próprio Hiddleston.
- Probabilidade: média, perfeita para um momento rápido e memorável.
Viúva Negra de Emily Blunt

Emily Blunt foi convidada para viver a Viúva Negra, mas compromissos com a Fox a levaram para As Viagens de Gulliver. A atriz já disse não ter grande interesse em filmes de super-herói hoje.
- Como variante: uma Natasha Romanoff com pegada de thriller de espionagem puro.
- Entraves: disposição da atriz e coerência com o arco já encerrado da personagem.
- Probabilidade: baixa, porém possível em participação surpresa.
Abutre de John Malkovich

Em um esboço de Homem-Aranha 4 de Sam Raimi, John Malkovich seria o Abutre. O projeto foi cancelado, mas o retorno de Tobey Maguire em Sem Volta Para Casa reacendeu especulações.
- Como variante: um Adrian Toomes mais trágico e ameaçador, ao estilo Raimi.
- Entraves: alinhar Sony e Marvel e não colidir com a versão do MCU já vista com Keaton.
- Probabilidade: média, desde que em universo ligado à era Raimi.
Punho de Ferro de Ray Park

Ray Park, conhecido por papéis em Star Wars e X-Men, foi associado a um filme do Punho de Ferro nos anos 2000, em parceria Marvel–Artisan. O projeto não evoluiu.
- Como variante: um Danny Rand com foco total em coreografias práticas e artes marciais clássicas.
- Entraves: reposicionar a marca Punho de Ferro com qualidade e identidade clara.
- Probabilidade: média em cenário de multiverso, principalmente como fan service de ação.
Hulk de Matthew McConaughey

Matthew McConaughey já contou que demonstrou interesse em viver o Hulk, mas a Marvel não levou adiante. A versão exata nunca foi detalhada.
- Como variante: um Banner mais carismático e inquieto, com conflito interno à flor da pele.
- Entraves: direitos de distribuição do Hulk em longas solos e coerência com a linha atual.
- Probabilidade: baixa, embora atraente para uma cena única.
Homem de Ferro de Tom Cruise

Há anos circulam rumores de que Tom Cruise teria sido cogitado como Tony Stark, em negociações pré-2008, quando os direitos ainda circulavam. Nunca houve confirmação direta do ator.
- Como variante: um Stark mais “action star”, focado em engenharia em campo e presença dominante.
- Entraves: expectativas altíssimas e o legado de Robert Downey Jr.
- Probabilidade: baixa para média, mas um cameo controlado faria enorme barulho.
Como essas variantes podem entrar no MCU sem bagunça
Para que personagens descartados da Marvel como variantes funcionem, a receita envolve três pilares: propósito, tom e timing.
- Propósito: a aparição precisa dizer algo sobre o tema do filme ou sobre o herói principal. Fan service por fan service envelhece mal.
- Tom: cada variante deve respeitar a identidade do universo ao qual pertence (Raimi, anos 90, ação pulp etc.).
- Timing: participar na medida certa. Participações curtas testam a recepção sem sobrecarregar a história.
Além disso, há camadas práticas: disponibilidade de atores, negociações entre estúdios, e efeito nos planos maiores da saga. Quando esses fatores se alinham, o multiverso vira ferramenta criativa e de marketing ao mesmo tempo.
O que já aprendemos com o multiverso da Marvel
Do Aranhaverso animado a Sem Volta Para Casa, passando por Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e agora Deadpool & Wolverine, a Marvel tem um padrão: usar versões alternativas para celebrar a história do gênero, emocionar fãs e, de quebra, abrir novas avenidas narrativas. Por isso, cada retorno bem calibrado vale por dois: entrega nostalgia e ainda testa conceitos para o futuro.
Perguntas frequentes
O que é uma variante no MCU?
É uma versão alternativa de um personagem, oriunda de outra linha temporal ou universo paralelo. Ela pode ter origem, visual e decisões diferentes, sem invalidar a versão “principal”.
Essas variantes viram protagonistas?
Geralmente começam como participações especiais. Se a resposta do público for forte e houver lógica criativa, podem ganhar mais espaço em projetos específicos.
Direitos autorais e acordos atrapalham?
Podem atrapalhar, sim. Quando personagens envolvem múltiplos estúdios, cada aparição exige negociação. O multiverso ajuda, pois permite aparições curtas e isoladas.
Vale a pena trazer versões engavetadas?
Quando há propósito narrativo, sim. Elas enriquecem o mundo, prestam homenagem a eras diferentes e geram conversa. O risco é exagerar e transformar o filme em colagem de referências.
Conclusão
Deadpool & Wolverine mostrou que há espaço real para personagens descartados da Marvel como variantes. Ideias engavetadas podem voltar com personalidade, respeitando seus tons e épocas, sem desorganizar o MCU. O segredo está no equilíbrio: propósito claro, timing certo e respeito ao legado. Se a Marvel mantiver essa mão firme, veremos homenagens que emocionam, enquanto novas histórias ganham impulso.
Qual variante você gostaria de ver nas telonas primeiro? Conte nos comentários e compartilhe o artigo com aquele amigo que sabe tudo de Marvel.
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