Personagens descartados da Marvel como variantes: quem pode voltar ao MCU após Deadpool & Wolverine

Last Updated: 27 de novembro de 2025By

sucesso de Deadpool & Wolverine abriu uma porta que parecia trancada: ver personagens descartados da Marvel como variantes, reaparecendo via universos paralelos. A participação do Gambit reforçou essa tendência e reacendeu uma dúvida que muita gente tem: quais versões engavetadas podem finalmente ganhar vida no cinema? Neste guia direto e completo, você vai entender por que o multiverso favorece esses resgates, relembrar projetos que quase aconteceram e ver, caso a caso, o que precisa rolar para que essas variantes pintem nos próximos filmes do MCU. Ao final, você terá um panorama claro das chances, dos entraves e do impacto dessas escolhas para a franquia.

Por que Deadpool & Wolverine mudou o jogo do multiverso

Deadpool & Wolverine foi pensado como um filme-evento, com participações surpresa e metalinguagem para costurar diferentes eras da Marvel no cinema. Ao colocar em tela uma versão de Gambit que teve seu longa solo cancelado, o filme provou algo importante: a Marvel pode usar o multiverso como ferramenta para honrar ideias antigas sem quebrar a continuidade atual. Isso agrada fãs veteranos, cria conversa nas redes e, ao mesmo tempo, mantém a porta aberta para histórias futuras.

Em termos de estratégia, funciona assim: variantes entram como participações curtas, testes de recepção ou ganchos temáticos; se o público responde bem, a Marvel tem liberdade para expandir. Além disso, a lógica de universos paralelos reduz risco criativo e jurídico, já que cada aparição pode ser isolada, sem comprometer a linha principal do MCU.

Personagens descartados da Marvel como variantes: os casos mais quentes

Homem-Aranha de Leonardo DiCaprio

 

Nos anos 1990, James Cameron desenvolveu um rascunho ambicioso do Homem-Aranha e DiCaprio foi cogitado para viver Peter Parker. A falência da Carolco travou o projeto, e a Sony assumiu depois, com Tobey Maguire sob direção de Sam Raimi.

  • Como variante: um Peter Parker mais “grounded” e dramático, com estética anos 90 e tons de ficção científica à la Cameron.
  • Entraves: agenda do ator, tom do MCU e alta expectativa do público.
  • Probabilidade hoje: baixa para média, mas um cameo elegante é plausível.

Mulher-Hulk de Brigitte Nielsen

O diretor Larry Cohen planejou um filme da Mulher-Hulk nos anos 1990, e Brigitte Nielsen chegou a posar caracterizada em material promocional. O projeto nunca saiu do papel.

  • Como variante: uma She-Hulk veterana, com pegada de ação física e vibe pulp.
  • Entraves: equilíbrio com a versão atual da personagem na TV e o tom cômico já estabelecido.
  • Probabilidade: baixa, porém ótima para aparição relâmpago de multiverso.

Pantera Negra de Wesley Snipes

Antes de Blade, Wesley Snipes tentou emplacar um filme do Pantera Negra. Divergências criativas e limitações técnicas interromperam a ideia. Depois, Blade abriu caminho para a onda de adaptações que conhecemos.

  • Como variante: um T’Challa inspirado nos conceitos de época, com foco em artes marciais e tecnologia “retro-futurista”.
  • Entraves: legado de Chadwick Boseman e sensibilidade narrativa para homenagear ambas as visões.
  • Probabilidade: média para uma homenagem pontual, se houver contexto respeitoso.

Thor de Tom Hiddleston

Tom Hiddleston testou para o papel de Thor antes de se tornar o Loki. O vídeo da audição existe e é assunto recorrente entre fãs.

  • Como variante: um Thor mais enxuto e teatral, espelhando a versatilidade do ator.
  • Entraves: não ofuscar Loki, personagem ícone do próprio Hiddleston.
  • Probabilidade: média, perfeita para um momento rápido e memorável.

Viúva Negra de Emily Blunt

Emily Blunt foi convidada para viver a Viúva Negra, mas compromissos com a Fox a levaram para As Viagens de Gulliver. A atriz já disse não ter grande interesse em filmes de super-herói hoje.

  • Como variante: uma Natasha Romanoff com pegada de thriller de espionagem puro.
  • Entraves: disposição da atriz e coerência com o arco já encerrado da personagem.
  • Probabilidade: baixa, porém possível em participação surpresa.

Abutre de John Malkovich

Em um esboço de Homem-Aranha 4 de Sam Raimi, John Malkovich seria o Abutre. O projeto foi cancelado, mas o retorno de Tobey Maguire em Sem Volta Para Casa reacendeu especulações.

  • Como variante: um Adrian Toomes mais trágico e ameaçador, ao estilo Raimi.
  • Entraves: alinhar Sony e Marvel e não colidir com a versão do MCU já vista com Keaton.
  • Probabilidade: média, desde que em universo ligado à era Raimi.

Punho de Ferro de Ray Park

Ray Park, conhecido por papéis em Star Wars e X-Men, foi associado a um filme do Punho de Ferro nos anos 2000, em parceria Marvel–Artisan. O projeto não evoluiu.

  • Como variante: um Danny Rand com foco total em coreografias práticas e artes marciais clássicas.
  • Entraves: reposicionar a marca Punho de Ferro com qualidade e identidade clara.
  • Probabilidade: média em cenário de multiverso, principalmente como fan service de ação.

Hulk de Matthew McConaughey

Matthew McConaughey já contou que demonstrou interesse em viver o Hulk, mas a Marvel não levou adiante. A versão exata nunca foi detalhada.

  • Como variante: um Banner mais carismático e inquieto, com conflito interno à flor da pele.
  • Entraves: direitos de distribuição do Hulk em longas solos e coerência com a linha atual.
  • Probabilidade: baixa, embora atraente para uma cena única.

Homem de Ferro de Tom Cruise

Há anos circulam rumores de que Tom Cruise teria sido cogitado como Tony Stark, em negociações pré-2008, quando os direitos ainda circulavam. Nunca houve confirmação direta do ator.

  • Como variante: um Stark mais “action star”, focado em engenharia em campo e presença dominante.
  • Entraves: expectativas altíssimas e o legado de Robert Downey Jr.
  • Probabilidade: baixa para média, mas um cameo controlado faria enorme barulho.

Como essas variantes podem entrar no MCU sem bagunça

Para que personagens descartados da Marvel como variantes funcionem, a receita envolve três pilares: propósito, tom e timing.

  • Propósito: a aparição precisa dizer algo sobre o tema do filme ou sobre o herói principal. Fan service por fan service envelhece mal.
  • Tom: cada variante deve respeitar a identidade do universo ao qual pertence (Raimi, anos 90, ação pulp etc.).
  • Timing: participar na medida certa. Participações curtas testam a recepção sem sobrecarregar a história.

Além disso, há camadas práticas: disponibilidade de atores, negociações entre estúdios, e efeito nos planos maiores da saga. Quando esses fatores se alinham, o multiverso vira ferramenta criativa e de marketing ao mesmo tempo.

O que já aprendemos com o multiverso da Marvel

Do Aranhaverso animado a Sem Volta Para Casa, passando por Doutor Estranho no Multiverso da Loucura e agora Deadpool & Wolverine, a Marvel tem um padrão: usar versões alternativas para celebrar a história do gênero, emocionar fãs e, de quebra, abrir novas avenidas narrativas. Por isso, cada retorno bem calibrado vale por dois: entrega nostalgia e ainda testa conceitos para o futuro.

Perguntas frequentes

O que é uma variante no MCU?

É uma versão alternativa de um personagem, oriunda de outra linha temporal ou universo paralelo. Ela pode ter origem, visual e decisões diferentes, sem invalidar a versão “principal”.

Essas variantes viram protagonistas?

Geralmente começam como participações especiais. Se a resposta do público for forte e houver lógica criativa, podem ganhar mais espaço em projetos específicos.

Direitos autorais e acordos atrapalham?

Podem atrapalhar, sim. Quando personagens envolvem múltiplos estúdios, cada aparição exige negociação. O multiverso ajuda, pois permite aparições curtas e isoladas.

Vale a pena trazer versões engavetadas?

Quando há propósito narrativo, sim. Elas enriquecem o mundo, prestam homenagem a eras diferentes e geram conversa. O risco é exagerar e transformar o filme em colagem de referências.

Conclusão

Deadpool & Wolverine mostrou que há espaço real para personagens descartados da Marvel como variantes. Ideias engavetadas podem voltar com personalidade, respeitando seus tons e épocas, sem desorganizar o MCU. O segredo está no equilíbrio: propósito claro, timing certo e respeito ao legado. Se a Marvel mantiver essa mão firme, veremos homenagens que emocionam, enquanto novas histórias ganham impulso.

Qual variante você gostaria de ver nas telonas primeiro? Conte nos comentários e compartilhe o artigo com aquele amigo que sabe tudo de Marvel.

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