
Poderes de Reed Richards no MCU: o que faltou em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e o que pode vir em Vingadores: Doomsday
Por que os poderes de Reed Richards pareceram contidos no filme
A proposta estética de First Steps foi aterrar a elasticidade de Reed em regras físicas plausíveis. Shakman buscou evitar exageros visuais que tirassem a credibilidade do live action. O resultado aparece até no clímax: Galactus estica Reed de forma dolorosa, transmitindo fragilidade e gerando a impressão de que o personagem foi “nerfado” em relação aos quadrinhos.
Esse recorte funcionou como porta de entrada do público para o personagem. Por outro lado, reduziu a variedade tática. Em vez de transformar o corpo em ferramenta de captura, impacto e controle de área, o roteiro privilegiou soluções científicas. Para muitos fãs, faltou ver o lado lutador do Senhor Fantástico. É aqui que entram as artes descartadas, que revelam o alcance real dos poderes de Reed Richards no MCU.
Conceitos de poderes deletados que revelam o potencial do Senhor Fantástico
Estrangulamento helicoidal: torcendo-se ao redor do inimigo
Na arte, Reed enfrenta uma versão robótica colossal de Giganto. Em vez de socar, ele projeta o corpo, serpenteia o pescoço do gigante e aplica torque elástico até neutralizar o alvo. É uma finalização que mistura estratégia e física: quanto mais ele torce, maior a pressão distribuída. Em tela, essa técnica mostraria Reed como uma arma de controle, perfeita contra alvos maiores e resistentes.
- Vantagem tática: imobiliza sem depender de força bruta.
- Leitura visual clara: movimento helicoidal com payoff dramático.
- Escala: funciona contra kaijus, robôs e criaturas cósmicas.
Joelhada elástica a distância
Outra arte coloca Reed em combate corpo a corpo. Ele alonga apenas a perna e lança o joelho endurecido nas costas de um inimigo armado. A graça está no efeito surpresa: o “projétil” sai de baixo, tem massa concentrada e chega com precisão cirúrgica. Isso amplia o arsenal do herói além dos socos esticados.
- Ângulos inesperados: ataque lateral, baixo ou alto, em milissegundos.
- Controle de dano: foco em articulações e pontos de pressão.
- Sinergia de equipe: abre brechas para Ben Grimm finalizar.
Punho gigante para impacto ou humor
Em um momento leve no hospital, Reed aumenta a mão até um “punho gigante” para divertir uma criança. Além do carisma, a cena sugere controle fino de volume e densidade. Em combate, o mesmo gesto vira um golpe de concussão devastador, útil para derrubar inimigos blindados sem recorrer a letalidade. É o tipo de assinatura visual que o público guarda.
- Iconografia: marca registrada em pôsteres e trailers.
- Versatilidade: de humor caloroso a impacto contundente.
- Coerência física: rigidez variável para absorver e devolver energia.
Catapulta humana: lançar e imobilizar oponente
Contra um dos super macacos do Red Ghost, Reed alonga braços e pernas, trava o alvo e usa o recuo elástico do tronco como catapulta orgânica. A mecânica é simples e eficiente: alavanca, alongamento e liberação. Serve para arremessar, desequilibrar ou afastar ameaças da equipe em segundos.
- Controle de multidões: esvazia o campo à distância.
- Proteção de civis: remove ameaças sem confronto direto.
- Show, não explicação: ação clara, leitura rápida para o público.
O que pode mudar em Avengers: Doomsday
Avengers: Doomsday promete um cenário de escala multiversal, com Victor Von Doom no centro do caos. Em um evento desse porte, os poderes de Reed Richards no MCU não podem operar com freio de mão puxado. Relatos apontam Robert Downey Jr. como Doom, um gênio obcecado por impor ordem às realidades em colapso. Para enfrentá-lo, franquias convergem: Vingadores, Quarteto e nomes dos X-Men.
Nesse contexto, a inteligência de Reed é necessária, mas insuficiente diante de Doombots e possíveis poderes de distorção da realidade. O herói precisa virar também um solucionador físico. As habilidades descartadas oferecem um roteiro claro:
- Controle e contenção em massa com estrangulamento helicoidal.
- Interrupção de ameaças armadas com joelhadas elásticas de precisão.
- Quebra de linhas inimigas com punho gigante de alta inércia.
- Criação de espaço e resgate de civis com catapultas humanas.
Além disso, combinações elevam o teto do time: campos da Sue para concentrar força do punho gigante, labaredas do Johnny para “temperar” o golpe e a força do Ben para finalizar após a torção de Reed. É o tipo de coreografia que torna o Senhor Fantástico indispensável.
Como equilibrar realismo e fantasia sem “cartoonizar”
- Regra visual clara: elasticidade com leitura anatômica, mas com picos de rigidez controlada.
- Física aplicada: torque, alavanca e absorção de impacto explicam a maioria das técnicas.
- VFX a favor da narrativa: câmera próxima no início do movimento, plano aberto no payoff.
- Escalonamento progressivo: do urbano ao cósmico, ampliando a complexidade das formas.
Assim, o MCU mantém o pé no chão, mas libera o espetáculo quando a história exige.
FAQ: perguntas rápidas sobre os poderes de Reed Richards no MCU
Reed foi “nerfado” para sempre?
Não. First Steps optou por uma apresentação contida. Em Doomsday, a escala pede que o personagem use todo o potencial, inclusive as técnicas das artes conceituais.
Ele pode aumentar massa e volume de partes do corpo?
Nos quadrinhos, Reed manipula forma, densidade e rigidez de modo impressionante. No MCU, a arte do “punho gigante” indica que essa linha visual está na mesa, bastando uma justificativa física simples para manter a coerência.
Qual a diferença para outros heróis elásticos da ficção?
O diferencial do Senhor Fantástico é o cérebro trabalhando junto do corpo. Ele aplica elasticidade com tática, cálculo e trabalho em equipe. Não é só esticar. É resolver problemas em três dimensões sob pressão.
Doutor Destino será mesmo o vilão central?
Relatos de bastidores apontam Victor Von Doom como ameaça máxima da Saga do Multiverso, com ambições de “salvar” a realidade a qualquer custo. Isso exige que Reed una ciência, estratégia e força elástica em grau máximo.
Conclusão
First Steps introduziu Reed com o freio da plausibilidade, mas as artes conceituais revelam o que realmente diferencia o personagem: elasticidade como ciência aplicada. Do estrangulamento helicoidal ao punho gigante, os poderes de Reed Richards no MCU têm tudo para brilhar em Avengers: Doomsday, elevando o Senhor Fantástico de “gênio cético” a combatente indispensável em campo.
Em resumo: faltou variedade tática na estreia, sobrou potencial para a próxima batalha. Se a Marvel abraçar essas ideias, veremos a versão definitiva de Reed Richards no cinema.
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