
X-Men ’97: Beau DeMayo critica a escrita de Hollywood e levanta debate sobre a qualidade nas séries do Disney+
Beau DeMayo, criador de X-Men ’97 no Disney+, voltou aos holofotes ao criticar publicamente a escrita de muitas séries modernas de Hollywood. Demitido da Marvel Studios em agosto de 2024 por alegada má conduta grave, ele foi substituído por Matthew Chauncey, de What If…?. Neste artigo, você vai entender o que exatamente DeMayo denunciou, por que isso importa para a qualidade do streaming e o que esperar da 2ª temporada de X-Men ’97. Vamos analisar a lógica dos estúdios sobre atenção do público, comentar exemplos que fogem à regra como Shogun e Blue Eye Samurai e, claro, responder se os fãs devem se preocupar com o futuro dos mutantes na Disney+.
Quem é Beau DeMayo e o que mudou em X-Men ’97
Beau DeMayo foi o showrunner por trás da primeira temporada de X-Men ’97, continuação direta da clássica animação dos anos 90. Segundo reportes, ele deixou a Marvel em 2024 e a Marvel Animation decidiu seguir com a série sob nova liderança criativa. Matthew Chauncey, roteirista de What If…?, assumiu o comando, enquanto a estrutura base do projeto foi mantida.
Em declarações recentes, Brad Winderbaum, chefão da Marvel Animation, garantiu continuidade: mesmo diretor, mesmos produtores, o elenco de voz principal e boa parte da sala de roteiristas seguem na equipe. Consultores da série original, como Eric e Julia Lewald e Larry Houston, continuam próximos do material. Isso indica que o DNA de X-Men ’97 permanece intacto, incluindo a energia que consagrou vozes como Cal Dodd e Catherine Disher.
O que DeMayo criticou na “lógica de estúdio” de Hollywood
A meia atenção e a simplificação forçada
Para DeMayo, muitos estúdios partem de uma premissa problemática: as pessoas teriam pouca atenção por causa do celular e de multitarefas. A partir disso, pedem séries que o público possa assistir pela metade enquanto faz outra coisa. O efeito prático é a orientação para simplificar tramas, reduzir reviravoltas e podar camadas de subtexto.
Na avaliação do criador, esse movimento empobrece o storytelling. Em vez de disputar a atenção do espectador com ideias, emoção e suspense, a série abre mão de complexidade. A consequência é óbvia: a audiência volta para o celular porque está entediada, não porque é incapaz de acompanhar histórias densas.
Por que essa estratégia reduz engajamento
Quando tudo fica raso, diminui a catarse, a empatia e a vontade de debater episódios. Isso mata o boca a boca, a criação de comunidade e a vida útil do conteúdo nas redes. Paradoxalmente, buscar retenção com simplicidade excessiva pode até inflar horas de reprodução como ruído de fundo, mas mina o engajamento qualificado e a fidelidade a longo prazo.
Exemplos que provam o contrário e por que eles funcionam
DeMayo citou casos recentes que desmentem a tese da “meia atenção”. Shogun e Blue Eye Samurai, por exemplo, apostam em densidade emocional, ritmo calculado, camadas temáticas e exigência formal. O mesmo vale para Wicked e para fenômenos como Demon Slayer. X-Men ’97 entrou nessa lista por resgatar a alma da série original: temas maduros como preconceito, identidade e moralidade, além de arcos interligados que recompensam quem presta atenção.
Conteúdos assim oferecem um fluxo bem dosado de estímulos cognitivos: tensão, humor, surpresa e afeto. Em outras palavras, eles trabalham para merecer a sua atenção, em vez de presumir que você não a tem.
X-Men ’97 temporada 2 corre risco de perder a identidade?
A pergunta é inevitável: sem o showrunner original, a 2ª temporada pode ficar menos ousada? Até aqui, os sinais oficiais sugerem continuidade. Winderbaum reforçou que a série mantém o time criativo central e seus consultores históricos. Além disso, roteiros desenvolvidos por DeMayo antes da sua saída devem influenciar a direção geral.
De outro lado, o novo showrunner Matthew Chauncey traz experiência com antologia e universos alternativos em What If…?. DeMayo chegou a dizer que What If…? poderia ter sido melhor executada. Ainda assim, isso não define, por si só, o que virá em X-Men ’97. Em animação seriada, consistência de direção, produção e elenco de voz costuma ser determinante.
O que muda com Matthew Chauncey na prática
- Continuidade: direção e produção permanecem, reduzindo risco de ruptura.
- Identidade: consultoria dos criadores da série dos anos 90 ajuda a manter tom e temas.
- Oportunidade: Chauncey pode ajustar ritmo e estrutura sem diluir camadas de personagem.
Linha do tempo, estreia e onde assistir
A primeira temporada de X-Men ’97 estreou em 20 de março de 2024 no Disney+. A 2ª temporada tem janela prevista para o verão de 2026 no Disney+, segundo entrevistas recentes. Até lá, vale rever os episódios e a animação clássica para captar referências, subtextos e pistas que a série moderna adora plantar.
Por que essa discussão importa para todo o streaming
O consumo mudou. A maratona em casa, com múltiplas telas, é a norma. No entanto, usar isso como justificativa para simplificar tudo é um tiro no pé. Séries densas formam fandoms, sustentam conversas semanais e geram valor cultural além do play. Métrica de reprodução sem paixão não cria legados nem impulsiona franquias por muito tempo.
Para competir de verdade pela sua atenção, os estúdios precisam confiar em roteiristas, investir em camadas temáticas e respeitar a inteligência do público. Quando uma série pede foco e entrega recompensa emocional, o celular fica de lado naturalmente.
Perguntas frequentes sobre X-Men ’97 e as críticas de DeMayo
O que Beau DeMayo disse sobre a escrita atual de Hollywood?
Ele criticou a ideia de que o público só consegue assistir pela metade e, por isso, os estúdios pedem histórias simplificadas. Para ele, isso gera tramas rasas e tédio, o que empurra as pessoas de volta ao celular.
DeMayo comentou sobre What If…?
Sim. Ele afirmou que What If…? poderia ter sido executada de forma superior. Essa opinião reacendeu comparações, já que Matthew Chauncey, vindo de What If…?, assumiu X-Men ’97.
A 2ª temporada de X-Men ’97 vai perder complexidade?
Não há sinais concretos disso. A Marvel Animation diz que direção, produção, elenco e muitos roteiristas permanecem. Consultores da série original seguem ativos, o que preserva o espírito da franquia.
Quando estreia X-Men ’97 temporada 2?
A previsão é o verão de 2026 no Disney+, segundo declarações recentes. Atualizações oficiais devem confirmar data e janela de lançamento.
Por que séries densas funcionam melhor a longo prazo?
Porque geram discussão, criam vínculo emocional, promovem teorias e incentivam revisão de episódios. Essa combinação sustenta audiência qualificada e relevância cultural.
Vale rever a animação clássica dos anos 90?
Com certeza. A série moderna dialoga diretamente com a original em temas, personagens e tramas. Rever ajuda a captar nuances que elevam a experiência.
Conclusão
As críticas de Beau DeMayo sobre a escrita em Hollywood reacendem um debate necessário: séries pensadas para a “meia atenção” tendem a perder alma. X-Men ’97 provou que densidade narrativa, emoção e subtexto conquistam o público na Disney+. Embora a troca de showrunner gere cautela, a manutenção do núcleo criativo e o apoio dos veteranos indicam continuidade de qualidade.
Em suma, confiar na inteligência do fã ainda é a melhor estratégia. Quer acompanhar as próximas novidades do MCU e de X-Men ’97 no Disney+? Salve este artigo, compartilhe com quem ama a franquia e volte sempre para as atualizações.
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